O líder do governo na Câmara Municipal, vereador Sargento Moisés (PSD), fez uso da tribuna, na sessão dessa quarta-feira (13), para esclarecer sobre o bloqueio dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) da prefeitura de Caxias.

“Para a nossa surpresa, saiu logo uma notícia tendenciosa de um blogueiro dizendo que a ‘prefeitura tem as contas bloqueadas do FPM’, sugerindo que era falha da administração atual. E nós fomos atrás da verdade. Desde o ano passado eu sabia que, por irresponsabilidade de governos anteriores, não recolheram o PASEP dos funcionários para as instituições que deveriam receber”, disparou o vereador.

Segundo Sargento Moisés, o bloqueio do FPM é referente “apenas a uma parte de tanta dívida deixada por governos anteriores. Só do PASEP, estamos devendo 30 milhões de reais. Fábio Gentil (PRB) está tirando dinheiro para pagar aposentado do Fundo de Reserva, pois estamos com rombo no Caxias-Prev de R$ 80 milhões. Só do INSS, são 160 milhões. E a sociedade caxiense quer uma resposta”.

Na ocasião, o vereador lembrou que, como a Câmara Municipal recebe repasse da prefeitura, a situação poderia prejudicar na manutenção da instituição. “Nós já sofremos, porque os recursos do Fundo da União foram bloqueados há mais de 10 dias. Para que pudéssemos fazer jus aos pagamentos desta Casa, tivemos que negociar com o Banco do Brasil uma antecipação”, informou o vereador Catulé (PRB).

Ainda na tribuna, ao fazer leitura do detalhamento da despesa, Sargento Moisés revelou que o débito data dos anos de 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2012.

A líder da oposição, Thaís Coutinho (PSB), pediu aparte. “Na época do nosso grupo nossa preocupação não eram festas, nem praças, e sim escola, fazer uma educação, uma saúde; da qual eu digo que hoje mesmo morreu um pai de um amigo nosso na UPA por negligência. No Samu só estão funcionando duas ambulâncias. Caxias melhorou em festas, mas vamos andar nas escolas para ver como piorou, merenda não tem. Na reforma do Hospital Geral, tem quatro pedreiros e 12 ajudantes. A saúde recebe quase 8 milhões de reais por mês. A reforma de um hospital é barata, o caro é manter. Hoje a saúde está um caos. As pessoas esperam pelo Macrorregional, que cuida de 48 municípios, e Caxias é para cuidar dos seus e de alguns adjacentes”, afirmou a vereadora.

Retomando a palavra, Sargento Moisés disse que esperava uma resposta em relação ao “rombo milionário nas contas da prefeitura, porque ela [Thaís Coutinho] estava no mandato do prefeito Léo e nos restantes dos outros mandatos que não estavam repassando o dinheiro”.

O presidente interino da sessão, Neto do Sindicato (PC do B), pediu aparte para reforçar a fala do vereador Catulé. “Isso também foi dito pelo prefeito Fábio Gentil. Se recebemos da Câmara Municipal foi por conta que o vereador Catulé usou do seu prestígio para poder fazer o pagamento dos funcionários da Casa, bem como de todos os vereadores. Tudo é resultado de dívidas de mandatos anteriores do Fábio Gentil, e é preocupante, pois essa Casa é responsável também pela boa administração do nosso município. É inadmissível que, por conta de irresponsabilidade de gestores anteriores, o povo possa estar pagando”, frisou o parlamentar.

Finalizando, Sargento Moisés repudiou “a quem pegue a administração para se usufruir do poder e tirar dinheiro de funcionário, para malversação do dinheiro público, e um outro responder”.