A líder da oposição, Thaís Coutinho (PSB), usou a tribuna, na sessão de segunda-feira (11), para pedir verbalmente a criação de uma comissão para investigar o concurso público de Caxias.

A vereadora iniciou o seu pronunciamento mostrando trechos de áudio do promotor de justiça Francisco de Assis acerca de denúncias que levaram à suspensão provisória dos aprovados no concurso. “O promotor solicitou que os vereadores tomassem uma posição. Estou pedindo verbalmente uma comissão para investigar o caso”, disse Thaís.

De acordo com o presidente da Câmara, vereador Catulé (PRB), o pedido de uma comissão especial deve ser formalizado através de ofício para, posteriormente, ser colocado em votação na Casa; o que foi reforçado pelo vereador Mário Assunção (PPS). “O promotor, que tem a função de investigar, para mim já está é julgado”, avaliou Mário.

Em aparte, Edilson Martins (PSDB) disse que se admirou com a atitude do prefeito em conversar com alguns aprovados do concurso para provocar o Ministério Público. Ele finalizou questionando o destino do dinheiro total das inscrições no certame, segundo ele, avaliado em mais de R$ 5 milhões, como reforçou Thaís.

“Essa empresa (Instituto Machado de Assis, banca responsável pelo certame) é fraudulenta. Sabemos que tem pessoas que passaram em primeiro lugar que comentam que nem estudam”, afirmou a líder da oposição.

Paulo Simão (DEM), em aparte, lembrou o concurso do ex-prefeito Humberto Coutinho em que Thaís foi aprovada. “Você tem capacidade de passar em um concurso e os outros não tem?”, indagou o vereador. Em resposta, a vereadora frisou que não estaria tirando o mérito de nenhum candidato.

Na tribuna, o líder do governo, Sargento Moisés (PSD), apresentou a contra-argumentação do Instituto Machado de Assis. “Assim como o Ministério Público apresenta uma acusação e encaminha para a justiça e qualquer outro órgão, temos também o direito de ouvir as contra-argumentações”.

Gastos com combustível

Ainda em sua fala, Thaís Coutinho comparou os gastos com combustível para veículos da Secretaria Municipal de Educação nos anos de 2017 (R$ 300 mil) e 2018 (R$ 900 mil). Mário Assunção aproveitou o assunto para pedir explicação, conforme consta no Portal da Transparência, de como o ex-prefeito, Léo Coutinho, teria gasto 1 milhão e 400 reais em 2016.